• Andrea Fonseca

A HISTÓRIA DA CASA DA EDITINHA


Casa da Editinha e sua história

A Mãe Doca já trabalhava ajudando a famílias e crianças desde a década de 60. De domingo e quinta ela dava sopa, material escolar e roupas para a comunidade local, que enchia os salões, buscando amparo.

Uma vez por mês ela levava calçados e roupas para distribuir no Pico do Jaraguá. O Projeto Crianças do Amanhã já existia naquele tempo de domingo. Ela, também, fazia festas para as crianças.

Ela tinha um sonho naquela época: ela queria criar a Casa da Mãe Solteira, pois as mulheres que tinham filhos sem a presença do pai sofriam muito naquele tempo. Mesmo sem seu sonho ter se realizado, ela e as voluntárias faziam as peças dos enxovais para os bebês, com o passar do tempo os enxovais foram ficando mais elaborados e o grupo parou de fazer as peças, que passaram a serem compradas. Surgiu aí o Projeto Gesta Bem que teve apoio de uma psicologa muito dedicada, chegando a dar mais de 120 enxovais por ano as mães que precisavam.

Coral de Crianças da Casa da Editinha

Antes da construção da creche todas as famílias tinha que ser atendidas num salão. As mães aprendiam trico e crochê enquanto as crianças faziam atividades e comiam no refeitório local.

Casa da Editinha ou pelo seu nome completo, Serviço de Assistência à Família Casa da Editinha, surgiu em 03 de Setembro de 1973 com a Mãe Doca, ajudando e orientandos as famílias daquele tempo até hoje.

A Maria Aparecida Sica, ou Mãe Doca, como era carinhosamente chamada, faleceu em 1975. E seus trabalhos continuaram com a ajuda do grupo de voluntários da época.

A Casa da Editinha recebeu o terreno e, em 1984, construiu com recursos próprios a Creche Mãe Doca, que terminou de ser construída em 1986 e a partir daí a Casa da Editinha passou a ter um espaço exclusivo para o atendimento das crianças. O convênio com a Prefeitura só veio um ano depois.

Creche Mãe Doca

A MÃE DOCA

A Maria Aparecida Sica, casou-se com 17 anos com um viúvo que tinha 5 ou 6 filhos, assumindo a posição de mãe muito jovem, foi aí que o nome Mãe Doca surgiu, pois as pessoas a chamavam de Doca e os enteados a chamavam de Mãe Doca, até que todos passaram a chamá-la de Mãe Doca, também. Ela realmente foi uma mãezona.

Mãe Doca com as crianças

​No final da vida da Mãe Doca, os amigos cuidaram dela, cada dia era um da turma que ficava com ela pra cuidá-la com amor e carinho, pois ela já tinha cuidado de todos a sua vida toda.

A ROSA

A Mãe Doca fazia vários tipos de flores de tecido. O trabalho com as flores era o que trazia o dinheiro para tudo que ela doou para as famílias que ela queria tão bem, com o tempo foi recebendo outros tipos de ajuda e apoio, mas as flores e, principalmente, as Rosas, sempre fizeram parte dos seus trabalhos para a Casa da Editinha. Mesmo tendo todo equipamento e material para produzir as mais diversas flores, a Rosa foi tomando destaque, e hoje, as voluntárias da Casa da Editinha ainda produzem e vendem as Rosas para arrecadar para a Casa.

A rosa da Mãe Doca

Quem recebe as Rosa, também, recebe um cartão com o seguinte texto:

"Flores da Mãe Doca - pétalas de Amor

As rosas de tecido começaram a ser confeccionadas há muitos anos pela Mãe Doca que com a renda delas conseguia manter as crianças da creche, algumas despesas da Casa Branca do Caminho e o asilo. Quem compra uma rosa está adquirindo parte de uma história, uma história de amor e caridade de uma senhora que não media esforços para ajudar quem precisasse. Produzidas de maneira totalmente artesanal, desde o tingimento dos tecidos, corte com a marreta, colagem uma a uma ; até os dias atuais são feitas da mesma maneira que a Mãe Doca fazia, mantendo a mesma tradição e carinho na sua confecção. Que está rosa traga alegria a quem a recebe e agradecimento a quem a produziu."

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